Exposições de longa duração
O Museu do Calçado é um espaço que pretende apresentar de forma inovadora e simultaneamente convergente, a história da produção do calçado
Exposições de longa duração
O Museu do Calçado tem vindo a constituir um fundo documental das suas atividades no qual integra, entre outros, os catálogos das suas exposições temporárias que agora se disponibilizam.
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Considerando o calçado como veículo de disseminação cultural, a exposição “Terra Inesgotável” celebra a riqueza e a diversidade de culturas de produção têxtil artesanal, presentes em diferentes regiões de Portugal e na lusofonia. Estas culturas estão assentes na utilização de matérias-primas naturais autóctones, transformadas localmente segundo técnicas tradicionais. Com a curadoria de Pedro Carvalho de Almeida, o propósito da exposição assume um duplo sentido: à proposta de divulgação de património histórico material e imaterial é acrescentado o potencial criativo que as profundas raízes de manufatura têxtil locais, algumas em risco de perda irreversível, representam para os contextos socioeconómico e cultural atuais.
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Jo Cope é uma criadora de moda conceptual britânica e os seus sapatos, sempre vermelhos, são ferramentas de ativismo social. Esta artista, designer, investigadora e performer trabalha no limbo entre moda, arte e artesanato. As suas obras são reflexões para um caminho filosófico, em busca do significado mais profundo do calçado. Esta foi a sua primeira exposição a solo internacional.
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António Soares é ilustrador de moda e tem-se também dedicado à ilustração de calçado. Esta exposição reúne mais de duas dezenas de ilustrações que criou a partir de calçado de designers nacionais e internacionais. As suas ilustrações que têm sido apresentadas pela grande imprensa internacional como The New York Times, Marie Claire e Vogue estão finalmente reunidas numa expoisção de autor e que agora está disponível nesta publicação.
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Katharina Beilstein é uma artista visual alemã que mistura, sem constrangimentos, escultura e design.
Em 2008, durante o primeiro ano na Academia de Belas Artes de Dusseldorf, ao perceber que a sua imaginação simbólica evocava objetos tridimensionais, decidiu dedicar-se à escultura. Nos anos seguintes, estudou com os escultores Georg Herold e Thomas Grünfeld e experimentou e testou diversos materiais e técnicas.
Em 2017, após formação com o mestre sapateiro Rolf Rainer, inicia a produção de calçado escultórico utilizando materiais clássicos da escultura e do calçado, como madeira de tília e o couro, que coloca em contraste com superfícies lacadas de cores vibrantes e elementos metálicos de inspiração futurista. Os seus sapatos, de gáspea simples, forma larga e biqueira quadrada, são facilmente identificáveis pelas suas plataformas sólidas e angulosas, que lhes conferem uma estética muito pessoal.
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René van den Berg é um designer e professor dos Países Baixos, que encontra a sua criatividade na técnica e numa forma não conservadora e até aventureira de olhar o calçado.
Vê os projetos que tem em mãos com humor, invertendo e desconstruindo as estruturas pré-definidas e os lugares instituídos dos materiais e dos componentes, criando objetos que questionam os sistemas de construção, fixação e decoração tradicionais.
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Marloes ten Bhömer não é apenas uma designer de calçado. É uma artista. Uma pensadora. Uma questionadora. É crítica quando rejeita os estereótipos e os desequilíbrios identitários que a indústria da moda promove. É desafiadora quando questiona o género em disciplinas “tradicionalmente” masculinas. É libertadora quando analisa o papel periférico da mulher no cinema – através do ato de caminhar - e propõe modelos de pensamento alternativos. Para ela, o calçado – em particular o salto alto feminino – é um poderoso meio de expressão, de evocação, de provocação, de questionamento e, acima de tudo, de renovação.
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Silvia Fadó é uma designer de calçado espanhola de personalidade inquieta e criativa que assume uma certa obsessão pela perfeição. Para esta criadora, o design de calçado ultrapassa uma simples vocação apresentando-se-lhe, antes, como um chamamento e um sonho de vida. Eterna apaixonada por calçado, Silvia Fadó inspira-se na arquitetura, na engenharia, no design de produto, na iluminação e deixa-se levar pela forma como tudo funciona, pelas suas linhas e mecanismos encontrando beleza em cada ínfima parte deste processo.
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Às mãos de Costa Magarakis, os mais variados modelos de sapatos de salto, sapatilhas, grandes botas e até patins transformam-se em objetos híbridos e realistas que simulam o corpo deformado de um animal, curiosos meios de locomoção, elementos arquitetónicos ou até a mais bizarra das criaturas.
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Kei Kagami olha para o calçado, não como peças isoladas de uma coleção mas como uma extensão da própria construção narrativa que lhe serve de base para o desenvolvimento das coleções de vestuário. Colocando de parte interesses comerciais, dedica-se, simplesmente, a criar a imagem certa para a coleção. O seu calçado revela todo o potencial criativo do designer, fruto da sua expressão pessoal, da sua individualidade criadora e, acima de tudo, da sua honestidade artística.
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Apresentada no contexto do ciclo programático “Criar entre mundos. Da cabeça aos pés”, produzido pelo Museu do Calçado e pelo Museu da Chapelaria, a exposição “Elevado. O calçado de Carolin Holzhuber” traz-nos dois mundos simbólicos que se parecem antagonizar nesta designer, o da moda e o da arte, o da usabilidade do design por oposição à disfuncionalidade da arte, o do lugar da estética por contraponto ao lugar da ética.
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Entre o mundo da moda e o mundo da arte, Amber Ambrose Aurèle não produz sapatos. Explora histórias que tanto se inspiram no universo artístico de Piet Mondriaan, como nas heroínas de Shakespeare ou nos tradicionais sapatos sérvios ‘opanci’ que reinventa com grandes saltos altos. Incita reflexões profundas, questionando, com urgência, o mundo. E, muito reiteradamente, questionando o papel da mulher neste mundo e os estereótipos que sobre ela ainda parecem pairar.
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A criatividade e o pensamento disruptivo caracterizam o trabalho de Maor Zabar e Kobi Levi. Transformam produtos de dois sectores industriais tão diferentes – calçado e chapéu - e que tanto dizem a S. João da Madeira, à sua história, ao seu presente e certamente ao seu futuro, em autênticos manifestos artísticos, por intermédio dos quais refletem e nos fazem refletir sobre as coisas mais simples e quase impercetíveis do dia-a-dia.
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Anastasia Radevich criou para si alegorias de mundos múltiplos. As suas criações levam-nos a viagens entre o que é, o que foi, o que poderia ser. As cronologias do tempo e dos inúmeros espaços onde habitam os seus sapatos-arte remetem-nos para uma espécie de distopia ou utopia negativa. Somos avisados. Estamos avisados.
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O Museu do Calçado dá ênfase ao design, à arte e à criatividade que caracterizam esta indústria tão importante para o nosso país. Estas marcas são bem vincadas na exposição temporária inaugural desta nova instituição que S. João da Madeira coloca ao serviço da cultura e da economia do nosso país. Com o título elucidativo “Luís Onofre. Uma história de paixão, tradição e resiliência.” esta primeira exposição é dedicada a um designer de referência na criação de calçado em Portugal e além fronteiras.